Rabat, Marrocos – O mundo volta os seus olhos para o Norte de África. Com a celebração do Campeonato Africano das Nações (CAN), Marrocos não é apenas o palco da maior competição desportiva do continente, mas também o símbolo de uma região em plena transformação geopolítica e infraestrutural.
O Desempenho em Campo
As seleções da região MENA (Oriente Médio e Norte da África) entraram na competição com grandes expectativas. Marrocos, jogando em casa e impulsionado pelo histórico sucesso no Mundial do Qatar, reafirma o seu favoritismo. Ao mesmo tempo, potências como o Egito e a Argélia lutam para recuperar a hegemonia, demonstrando o elevado nível técnico que o futebol árabe e africano alcançou nos últimos anos.
Para além do Relvado: Economia e Soft Power
Para o portal MENA24, é crucial destacar que a CAN vai além dos golos. Marrocos investiu biliões de euros na modernização de estádios, redes ferroviárias de alta velocidade (como o Al Boraq) e infraestruturas hoteleiras. Este investimento é uma peça-chave na estratégia do Reino para o futuro, visando também a coorganização do Mundial de 2030.
O turismo desportivo está a injetar um dinamismo sem precedentes na economia local, atraindo adeptos de toda a África e da diáspora na Europa e América do Sul.
Um Desafio de Unidade
Num cenário global de tensões, a CAN em Marrocos serve como uma plataforma de diplomacia cultural. O desporto consegue, mais uma vez, criar pontes entre as nações, promovendo a imagem de um Magrebe moderno, seguro e capaz de organizar eventos de classe mundial.
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