Mohamed EL ARCHANY
19 de janeiro de 2026 |MENA24.COM
A eliminação da seleção marroquina da Taça das Nações Africanas não pode ser atribuída apenas a razões desportivas, como alguns tentam fazer crer. O jogo foi marcado por práticas antidesportivas que tiveram um impacto direto na concentração e no rendimento dos jogadores marroquinos em campo. A seleção do Senegal e a sua equipa técnica recorreram a métodos questionáveis com o objetivo de quebrar o ritmo de jogo e exercer pressão psicológica sobre os jogadores de Marrocos, em vez de se basearem numa competição justa e leal.
Entre os episódios mais polémicos destaca-se a retirada dos jogadores senegaleses do relvado em momentos cruciais da partida, um comportamento que perturbou o andamento normal do jogo, aumentou a tensão e afetou a estabilidade mental dos jogadores marroquinos numa fase decisiva do encontro. Este tipo de atitude não se enquadra no espírito do fair play, mas sim numa estratégia deliberada de desestabilização.
Além disso, registaram-se atos de desordem provocados por adeptos associados à seleção do Senegal, tanto nas bancadas como nas zonas envolventes e nas instalações do estádio. Estes incidentes criaram um ambiente hostil e pouco seguro, com consequências psicológicas evidentes para os jogadores marroquinos, que foram privados de competir em condições normais e equilibradas.
Reduzir a eliminação a erros técnicos ou individuais é uma leitura simplista e incompleta, que ignora o peso do fator psicológico e das interferências externas no desfecho da partida. A justiça desportiva não se mede apenas pelo que acontece dentro das quatro linhas, mas também pelo respeito pelas regras e pela ética competitiva dentro e fora do campo.
Perante a falta de uma intervenção firme por parte das entidades organizadoras para conter estes excessos, a seleção marroquina encontrou-se em clara desvantagem, resultando numa eliminação considerada por muitos como injusta e levantando sérias questões sobre os critérios de disciplina e equidade nas competições africanas.
Y para que uma situação semelhante a esta farsa não volte a repetir-se no futuro, a opinião pública desportiva espera que a CAF aplique sanções rigorosas à seleção do Senegal, para que sirva de exemplo a todas as seleções nas próximas competições.
