O que parecia ser um trágico acidente aéreo transformou-se, nas últimas horas, numa complexa teia de intriga internacional. Enquanto os destroços do Dassault Falcon 50 ainda são analisados perto de Haymana, Ancara, investigações judiciais e de inteligência de alto nível sugerem que a morte do Chefe do Estado-Maior, Mohammed al-Haddad, e dos seus sete acompanhantes, pode esconder segredos obscuros.
Numa reviravolta surpreendente, as autoridades turcas centraram as suas atenções numa figura chave: uma assistente de bordo de nacionalidade cipriota. Segundo relata o jornal turco New Haber, a hospedeira, que integrou a tripulação responsável pelo transporte da aeronave até à Turquia, foi detida numa operação relâmpago.
O caso ganhou contornos de thriller de espionagem quando a suspeita foi submetida a um interrogatório exaustivo pela unidade antiterrorista, sob a supervisão direta dos serviços de inteligência turcos. Embora tenha sido libertada, o cerco não se fechou: a investigação sobre as suas possíveis ligações à catástrofe permanece, inquietantemente, em aberto.
Mas as perguntas sem resposta acumulam-se. Os investigadores estão agora a tentar decifrar o mistério por detrás da aeronave: Por que razão foi utilizado um jato privado pertencente a uma empresa sediada em Malta? E, mais intrigante ainda, o que motivou a súbita e suspeita troca de tripulação momentos antes do fatídico regresso à Líbia?
As autoridades procuram agora o "elo perdido" nestas circunstâncias estranhas, onde cada nova pista parece apontar para algo muito mais sinistro do que uma simples falha mecânica.
