15 de janeiro de 2026 - MENA24.COM
Lisboa – A administração Trump decidiu colocar em pausa os planos imediatos para um cenário militar ofensivo contra o Irão, optando estrategicamente por ganhar tempo para fortalecer a presença militar norte-americana no Médio Oriente.
De acordo com informações veiculadas pelo jornal The Wall Street Journal, o Presidente dos EUA foi aconselhado pelas chefias militares de que as forças atuais na região são insuficientes. O Pentágono defende que é imperativo deslocar um contingente adicional e aumentar o poder de fogo, não apenas para viabilizar um potencial ataque em grande escala, mas, crucialmente, para garantir a defesa das tropas americanas e dos seus aliados contra inevitáveis represálias.
Fontes próximas da Casa Branca indicam que existe uma consciência crescente de que uma ofensiva militar, mesmo que ampla, não garante o colapso do regime iraniano. Pelo contrário, os conselheiros alertam que um ataque prematuro poderia arrastar a região para um conflito muito mais vasto e incontrolável, sem atingir o objetivo político de mudança de regime.
Num desenvolvimento paralelo, o representante permanente da Rússia na ONU, Vasily Nebenzia, criticou a postura de Washington, acusando os EUA de escalarem artificialmente a tensão. Nebenzia argumenta que a atividade de protesto no interior do Irão está a diminuir e que a situação no país tende a estabilizar, contrariando a narrativa de crise iminente.
Por enquanto, Washington mantém a estratégia de "esperar e reforçar", sinalizando que qualquer movimento cinético dependerá de uma arquitetura de segurança muito mais robusta no terreno.
