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Marco Histórico na CAN: Pela Primeira Vez Desde 1965, Quatro Treinador

 


A Taça das Nações Africanas (CAN) está a testemunhar uma revolução silenciosa, mas poderosa, no banco de suplentes. Num desenvolvimento classificado como histórico pela Al Jazeera, a edição atual do torneio registou um feito que não ocorria há 59 anos: as quatro seleções semifinalistas são lideradas exclusivamente por treinadores africanos.

  • ​O Fim de um Longo Jejum

Desde a edição de 1965, realizada na Tunísia, que o futebol africano não via o "top 4" da sua principal competição ser totalmente dominado por competência técnica local. Durante décadas, a tendência foi a contratação de treinadores estrangeiros — predominantemente europeus e sul-americanos — na procura pelo sucesso continental. Este novo cenário marca uma rutura significativa com esse passado.

  • ​A Afirmação do Talento Local

Este feito é mais do que uma mera estatística curiosa; é uma poderosa afirmação da qualidade, preparação tática e liderança dos técnicos nascidos no continente. Nomes que se tornaram ícones nos seus países, como Walid Regragui (que levou Marrocos a um histórico quarto lugar no Mundial) e Aliou Cissé (campeão com o Senegal), estão na vanguarda desta mudança de paradigma.

  • ​Uma Nova Era para o Futebol Africano?

A Al Jazeera destaca que a presença destes quatro estrategas nas fases decisivas prova que o conhecimento profundo da cultura local, combinado com experiência internacional, é uma fórmula vencedora. Este momento pode muito bem redefinir o futuro das contratações em África, inspirando federações a confiar mais no talento da "casa" em vez de procurar soluções externas dispendiosas.

​É a celebração da autonomia e da excelência do futebol africano, comandado pelos seus próprios filhos.