Rabat 12 de janeiro de 2026 (MENA24) – O investigador senegalês Bakari Sambe, presidente do Instituto Timbuktu para os Estudos Africanos da Paz, afirmou que a organização, por Marrocos, da Taça das Nações Africanas transmite uma mensagem forte à comunidade internacional sobre a capacidade do Reino para acolher eventos de grande envergadura e de padrão mundial.
Num artigo de análise publicado no sítio eletrónico do instituto, intitulado «Marrocos africano: quando o desporto constrói a glória da diplomacia e do continente», Sambe sublinha que a realização desta competição continental ultrapassa a dimensão estritamente desportiva, refletindo uma visão estratégica integrada do conceito de «Marrocos Africano», que vai além da simples pertença geográfica para se afirmar como uma opção política e económica estruturante.
Segundo o autor, a opção africana de Marrocos, definida há vários anos por Sua Majestade o Rei Mohammed VI, materializou-se em parcerias de benefício mútuo, investimentos significativos e numa presença diplomática sólida no continente, fazendo do desporto um instrumento eficaz de projeção regional e africana do Reino.
O presidente do Instituto Timbuktu destacou igualmente as infraestruturas de classe mundial de que Marrocos dispõe — aeroportos, estádios modernos e o comboio de alta velocidade — considerando-as uma prova clara de que África é capaz de enfrentar grandes desafios.
Para o investigador, este sucesso organizativo constitui uma preparação natural para o próximo grande desafio: a organização conjunta do Campeonato do Mundo de Futebol de 2030.
Bakari Sambe sublinhou ainda que Marrocos é uma potência profundamente enraizada no continente africano, desempenhando um papel de ponte estratégica entre África, a Europa e o resto do mundo. Este posicionamento singular confere ao Reino um papel central na promoção do desenvolvimento partilhado e no reforço da cooperação continental.
Concluindo, o investigador afirmou que esta “consciência africana responsável” faz de Marrocos um ator central no futuro do continente, acrescentando que a visão de África ocupa um lugar essencial no projeto marroquino, assente na confiança nas capacidades do ser humano africano.
Fonte: Instituto Timbuktu – Centro Africano de Estudos da Paz (Dacar).
