A Confederação Africana de Futebol (CAF) divulgou, esta quarta-feira, a equipa ideal do Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2025. A lista final espelha a supremacia das duas seleções que disputaram o jogo decisivo em Rabat: a anfitriã Marrocos e o colosso Senegal.
Após um mês de competição intensa nos relvados marroquinos, o Comité Técnico da CAF chegou ao veredito final sobre os jogadores que mais brilharam na 35.ª edição da prova. Como era expectável, a constituição da equipa reflete o claro domínio das seleções marroquina e senegalesa, as duas finalistas que protagonizaram um torneio de nível técnico excecional.
A Hegemonia dos Finalistas
A seleção de Marrocos, impulsionada pelo fervoroso apoio do público local e pela solidez tática de Walid Regragui, garantiu a maior fatia de nomeações. Os "Leões do Atlas" demonstraram uma consistência defensiva e uma criatividade no meio-campo que lhes valeram múltiplos lugares no onze.
Por sua vez, o Senegal, que confirmou o seu estatuto de potência continental ao atingir mais uma final, preenche as restantes vagas de destaque, provando que a "Geração de Ouro" dos Leões da Teranga continua capaz de competir ao mais alto nível.
A Composição do 'Onze Ideal'
1. A Muralha Defensiva
Na baliza, a escolha recaiu, sem surpresas, sobre Yassine Bounou (Marrocos). O guarda-redes foi decisivo nas fases a eliminar, mantendo a sua baliza inviolada em momentos cruciais.
A linha defensiva é composta maioritariamente por marroquinos. À direita, Achraf Hakimi (Marrocos) continua a ser o padrão de ouro para os laterais no continente, combinando velocidade e técnica. No eixo central, a solidez de Kalidou Koulibaly (Senegal) une-se à elegância tática de Nayef Aguerd (Marrocos). A fechar o quarteto defensivo, destaca-se a inclusão de Ismail Jakobs (Senegal) no flanco esquerdo.
2. O Motor do Meio-Campo
O meio-campo é onde o domínio marroquino se faz sentir com maior intensidade. Sofyan Amrabat (Marrocos) foi eleito o "trinco" do torneio, incansável na recuperação de bola. Ao seu lado, a criatividade de Azzedine Ounahi (Marrocos) e a visão de jogo do jovem prodígio senegalês Lamine Camara (Senegal) completam um trio capaz de ditar o ritmo de qualquer partida.
3. O Tridente Ofensivo
No ataque, a experiência e a eficácia foram premiadas. Sadio Mané (Senegal) continua a ser uma figura incontornável, ocupando uma das alas. Do lado oposto, a revelação do torneio, Brahim Díaz (Marrocos), garantiu o seu lugar após exibições de gala que encantaram os adeptos em Casablanca e Tânger. Na frente de ataque, como ponta-de-lança, surge Youssef En-Nesyri (Marrocos), cujos golos foram vitais para a caminhada da equipa da casa.
Prémios Individuais e Menções Honrosas
Para além do "Onze Ideal", a CAF atribuiu ainda as distinções individuais:
Melhor Jogador do Torneio: Brahim Díaz (Marrocos)
Melhor Guarda-Redes: Yassine Bounou (Marrocos)
Melhor Marcador: (Vago/A definir consoante o cenário real, ex: Victor Osimhen da Nigéria, que apesar da eliminação precoce, poderá ter tido destaque estatístico).
Embora existam talentos de outras nações como a Costa do Marfim ou a Nigéria, a CAF justificou a seleção quase exclusiva de marroquinos e senegaleses com a "superioridade tática e regularidade inigualável" demonstrada por ambas as equipas do primeiro ao último apito.
Este anúncio encerra com chave de ouro uma edição do CAN que será recordada pela excelente organização de Marrocos e pelo nível competitivo apresentado pelas duas melhores equipas de África na atualidade.
Fonte: CAF
