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O Comércio Bilateral entre Itália e Líbia Regista uma Queda Acentuada em 2025


24 de janeiro de 2026 | MENA24.COM ​O intercâmbio comercial entre a Itália e a Líbia registou uma desaceleração notável durante os primeiros nove meses de 2025, refletindo uma mudança temporária na dinâmica económica entre estes dois parceiros históricos do Mediterrâneo. De acordo com análises baseadas em dados estatísticos recentes divulgados por instituições económicas italianas, o volume total de comércio sofreu uma queda de aproximadamente 18,4 por cento em comparação com o mesmo período do ano anterior, fixando-se em cerca de 6,08 mil milhões de euros. Este declínio contrasta com os 7,46 mil milhões de euros registados no mesmo período de 2024, evidenciando os desafios conjunturais que afetam as relações comerciais bilaterais, muito embora a Itália continue a manter a sua posição estratégica como o principal parceiro comercial europeu da nação norte-africana.

​Esta retração foi impulsionada principalmente por uma diminuição expressiva nas importações italianas provenientes da Líbia, que caíram cerca de 19,3 por cento, totalizando 4,64 mil milhões de euros. O fator determinante para esta contração reside quase exclusivamente no setor energético, uma vez que o petróleo e o gás representam a vasta maioria das exportações líbias para a península itálica. A flutuação nos preços globais da energia e a variação nos volumes de produção impactaram diretamente o valor monetário das trocas. Paralelamente, as exportações de produtos italianos para o mercado líbio também não ficaram imunes a esta tendência negativa, registando uma descida de 15,1 por cento e situando-se em 1,44 mil milhões de euros, o que reflete um ligeiro abrandamento na procura interna e nas atividades industriais que dependem de equipamentos e manufaturados italianos.

​Apesar destes indicadores apontarem para um arrefecimento no volume total de transações, relatórios de agências especializadas, como a Agenzia Nova, sugerem que a balança comercial da Itália acabou por beneficiar tecnicamente desta conjuntura, reduzindo o seu défice comercial devido à queda mais pronunciada das importações em relação às exportações. Os analistas sublinham que, para além dos números atuais, a parceria italo-líbia permanece sólida, com expectativas de que a diversificação económica e os novos acordos em infraestruturas possam reverter esta tendência e revitalizar os fluxos comerciais nos próximos trimestres, reduzindo a dependência excessiva do setor dos hidrocarbonetos.