20 de Janeiro de 2026 | MENA24.COM
Num mundo onde todos correm atrás da riqueza rápida e onde algumas profissões humanitárias se transformam em comércio, surge um homem da cidade egípcia de Mansoura para virar o jogo. Um homem cujo nome está gravado a ouro nas grandes referências médicas da Europa e da América, mas que, se o visse na rua, pensaria que era um simples funcionário a conduzir o seu carro modesto.
É o Professor Mohamed Ghoneim, fundador do Centro de Urologia e Nefrologia da Universidade de Mansoura e um dos mais importantes pioneiros do transplante renal no mundo.
A genialidade reside nos valores, não nos edifícios
Quando o Dr. Ghoneim decidiu criar o centro renal no início dos anos 80, não sonhava apenas com um hospital, mas sim com um "oásis" de disciplina e ciência no meio do caos. Fundou um centro que opera com um sistema digital rigoroso, décadas antes de o mundo árabe conhecer a "transformação digital". E o mais importante? Tornou o tratamento gratuito para os pobres com a mesma qualidade oferecida a reis e presidentes.
O segredo da "dedicação exclusiva" que intrigou toda a gente
A decisão mais difícil da vida deste médico não foi uma cirurgia complexa, mas sim a decisão de fechar a sua clínica privada! Sim, fechou a porta à riqueza pessoal e impôs a "dedicação exclusiva" a todos os médicos do centro. Acreditava que um médico dividido entre a sua clínica privada e o hospital público não poderia inovar. O resultado foi uma escola médica puramente egípcia que supera as suas homólogas europeias.
Uma conquista médica inesquecível
Ghoneim não se limitou à gestão, também inovou cientificamente. O mundo inteiro deve-lhe o desenvolvimento da cirurgia de substituição da bexiga utilizando o intestino do paciente, o que melhorou a qualidade de vida de milhões de doentes em todo o mundo e poupou-os ao uso de sacos coletores externos.
Porque o amamos?
Porque o Dr. Mohamed Ghoneim representa o que nos falta: competência misturada com integridade. Ele é a prova viva de que se pode ser global permanecendo na sua própria cidade, e de que se pode ser muito rico... não em dinheiro, mas nas orações das pessoas simples e numa história indelével.
