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Do diálogo empresarial ao sonho mundial: a aliança Marrocos–Espanha–Portugal

Rabat, 10 de fevereiro de 2026 (MENA24)- 
   O ministro delegado responsável pelo Orçamento e presidente da Federação Real Marroquina de Futebol, Fouzi Lekjaa, defendeu esta terça-feira, em Salé, a intensificação do diálogo, das reuniões e das consultas entre os atores dos setores público e privado dos países organizadores do Campeonato do Mundo de Futebol de 2030. Intervindo na abertura do Fórum Empresarial Marroquino-Espanhol-Português sobre o Mundial 2030, organizado conjuntamente pela Confederação Geral das Empresas de Marrocos (CGEM), pela Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE) e pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Lekjaa sublinhou que estas dinâmicas de concertação permitem articular competências, partilhar boas práticas e gerar valor acrescentado sustentável. Segundo o responsável, o Mundial de 2030 deve ser encarado, antes de mais, como um projeto agregador ao serviço da juventude, promovendo a aproximação entre os povos e a construção de um futuro comum assente na cooperação, na inovação e na prosperidade partilhada. Lekjaa destacou ainda que este grande projeto, sustentado por um longo histórico de interações culturais, civilizacionais e económicas entre Marrocos, Espanha e Portugal, constitui uma oportunidade estratégica para mobilizar os pontos fortes de cada país, com vista a um modelo de organização fluido, coerente e exemplar. No plano operacional, o presidente da FRMF chamou a atenção para os desafios logísticos, de segurança e de coordenação associados a uma competição marcada por uma elevada mobilidade de seleções e adeptos. O sucesso de mais de uma centena de jogos num curto espaço de tempo — frisou — exige coordenação permanente, inteligência coletiva reforçada e uma adaptação rigorosa das infraestruturas, dos sistemas de transporte e dos mecanismos de gestão. O dirigente marroquino considerou igualmente que as empresas, independentemente da sua dimensão, representam o pilar central para o êxito de um evento internacional desta envergadura. Desde os grandes grupos encarregues da construção de estádios e infraestruturas, até às pequenas e médias empresas envolvidas na bilhética, na segurança e na gestão dos acessos, todas são chamadas a um envolvimento inteligente e sustentável. De acordo com Lekjaa, uma participação empresarial integrada permitirá lançar múltiplos projetos estruturantes e criar valor económico e social nos três países anfitriões. Na sua intervenção, o responsável evocou também a organização da Taça Africana das Nações – Marrocos 2025, que decorreu em condições excecionais e evidenciou a maturidade organizativa do Reino, a competência dos quadros nacionais e a capacidade das empresas marroquinas para conceber, executar e gerir eventos complexos. Acrescentou que os investimentos realizados nas infraestruturas desportivas, nomeadamente através da criação de complexos modernos e integrados, refletem uma visão global que articula dimensões sociais, económicas e territoriais, fazendo do desporto um verdadeiro motor de coesão, projeção internacional e desenvolvimento. A sessão de abertura do fórum contou com a presença do presidente da CGEM, Chakib Alj, e do presidente da CEOE, Antonio Garamendi. O encontro visa reforçar parcerias empresariais, promover a troca de experiências bem-sucedidas, incentivar a inovação e maximizar o impacto sustentável dos investimentos associados ao Mundial de 2030. O fórum reúne ainda representantes de empresas marroquinas, espanholas e portuguesas ativas em setores-chave ligados à organização de grandes eventos desportivos internacionais, como infraestruturas, mobilidade, turismo, hotelaria, inovação, serviços digitais e logística. 
 Fonte: Agência Marroquina de Notícias (MAP).