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Mobilização militar norte-americana sem precedentes no Médio Oriente: Esquadrões "fantasma" aproximam-se de confronto com o Irão


11 de fevereiro de 2026 (MENA24)
O ritmo dos movimentos militares dos Estados Unidos no Médio Oriente está a acelerar de forma notável, com relatos de inteligência e comunicação social a revelarem que Washington continua a mobilizar uma enorme força ofensiva em preparação para um potencial confronto com o Irão. Embora os contactos diplomáticos entre Washington e Teerão se mantenham, as estimativas militares indicam que a probabilidade de um conflito armado permanece elevada, levando o Pentágono a reforçar a sua presença aérea e naval com o que há de mais moderno no arsenal norte-americano.

Dados no terreno indicam que caças furtivos F-35A se encontram em fases avançadas de uma possível implantação na região, encontrando-se atualmente grupos adicionais destas aeronaves em Espanha, aguardando ordens para avançar. Refira-se que estes aviões participaram recentemente em operações de caráter especial na América Latina que incluíram a detenção do presidente venezuelano Nicolás Maduro, o que reflete a elevada prontidão operacional destes esquadrões que deverão chegar à Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, como ponto de ligação estratégico antes da sua implantação final.

Caso seja concluída a implantação dos doze caças F-35A, estes juntar-se-ão a um arsenal aéreo crescente que já inclui três esquadrões de caças F-15E, um dos quais chegou recentemente à Jordânia para reforçar as capacidades de dissuasão. A força aérea atualmente presente inclui também aeronaves de apoio tático A-10 e sofisticados aviões de guerra eletrónica EA-18G Growler, concebidos para neutralizar capacidades de radar e defesas antiaéreas inimigas, concedendo a Washington superioridade aérea total no teatro de operações.

No mar, o porta-aviões "Abraham Lincoln" constitui a ponta de lança da força naval norte-americana estacionada ao largo da costa, transportando a bordo caças furtivos F-35C, concebidos para operar a partir de porta-aviões, bem como aviões F/A-18E/F Super Hornet. Esta presença naval não se limita a funções ofensivas, incluindo também capacidades defensivas e de espionagem complexas, graças às aeronaves adicionais de guerra eletrónica que acompanham o grupo de ataque nas águas da região.

Apesar da ausência de números oficiais precisos por parte do Pentágono, as estimativas de observadores indicam que o número de aeronaves de combate norte-americanas estacionadas no Médio Oriente já ultrapassou a barreira das 100 unidades, antes mesmo da chegada dos recentes reforços furtivos. Esta mobilização aérea coincide com uma impressionante ponte aérea que envolveu mais de uma centena de aviões de carga, transportando sistemas avançados de defesa antiaérea e recursos logísticos e militares, num claro sinal de que Washington se prepara para todos os cenários, quer a diplomacia seja bem-sucedida, quer os tambores da guerra soem.