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Fogo balístico na Baía de Haifa: Como a imprensa hebraica relatou os danos económicos e ambientais dos ataques iranianos

 Haifa - 21 de março  de 2026 (MENA24)

Fogo balístico na Baía de Haifa: Como a imprensa hebraica relatou os danos económicos e ambientais dos ataques iranianos.



​A imprensa israelita dedicou amplos espaços à cobertura dos sucessivos ataques iranianos que atingiram recentemente a cidade de Haifa, causando graves danos materiais e incêndios de grande escala. As reportagens hebraicas refletiram uma crescente preocupação com o ataque preciso a infraestruturas críticas, no meio de sérios avisos lançados pelo jornal "Haaretz" sobre as consequências ambientais desastrosas que poderiam resultar do derrame de petróleo devido ao ataque a instalações de energia na região.

​O primeiro ataque: Visando a artéria energética

Nos detalhes do primeiro ataque, o portal israelita "Walla" relatou que mísseis balísticos iranianos atingiram as refinarias de petróleo na Baía de Haifa na noite de quinta-feira. O ataque resultou em danos localizados na infraestrutura elétrica responsável por abastecer as instalações do "Grupo Bazan", além da queda de projéteis numa área aberta adjacente a um edifício administrativo, o que gerou um forte estado de alerta de segurança e no terreno.

​Choque económico e pânico nos mercados

A nível económico, as consequências não se fizeram esperar. O jornal económico "Calcalist" destacou a dimensão da crise, referindo o anúncio da empresa "Bazan" sobre os danos sofridos por uma infraestrutura externa pertencente a terceiros, vital para as suas operações. Este desenvolvimento refletiu-se imediatamente na Bolsa de Telavive, onde prevaleceu um estado de pânico que levou a uma queda acentuada nas ações da empresa em 7,9% em apenas 20 minutos após o relato das explosões, antes de o mercado absorver parcialmente o choque e as ações recuperarem 5,6% na manhã seguinte.

​O segundo ataque: Paralisia no porto e perdas milionárias

As repercussões dos ataques não se limitaram às instalações petrolíferas; de acordo com o jornal "Yedioth Ahronoth", um grande incêndio deflagrou horas após o primeiro ataque num terminal de contentores na zona da "Praia de Shemen", no porto de Haifa. As chamas consumiram o conteúdo de 15 contentores pertencentes à empresa "Tavor Galil", que estavam carregados de produtos de papel e doces. Numa declaração que reflete a extensão dos danos, o diretor executivo da empresa estimou as perdas em mais de 6 milhões de shekels (a moeda local), alertando que o complexo processo de extinção do incêndio poderia demorar dois dias inteiros.

​Novas táticas: Ogivas mais pesadas

Na sua análise da situação no terreno, o "Canal 12" israelita revelou uma mudança notável na tática iraniana, apontando para o lançamento de cerca de 20 mísseis nas últimas 24 horas, o que representa o dobro da média diária registada nos dias anteriores. O canal sublinhou que a gravidade desta vaga não reside apenas no número de mísseis, mas também na sua qualidade; foram utilizados projéteis com ogivas maiores e mais pesadas, duplicando o poder destrutivo e a extensão da possível devastação ao atingirem áreas estratégicas como a Baía de Haifa.